24 de novembro de 2006

Menina do rosto meigo..

Leva-me na tua gargalhada para o passado, ao fazer por fazer, ao rir por rir, dar conta do tempo passar, consumi-lo e não ser por ele consumido…é bom rir contigo menina do rosto meigo, viajar para lá das banalidades ser dono dos sonhos e de nós, sermos génios por momentos na nossa arte de vanguarda!
Como gostava de ser platónico, poder ser por vezes frigido existiriam realmente seres frígidos? Talvez… mas sem hormonas masculinas certamente.
Seria mais fácil….
Mas, tu sabes… menina do rosto meigo, és mais que menina, és mulher que arrepia meu corpo e fervilha em minhas veias, o cheiro, os lábios, a pele de um moreno quente e aveludado, o decote prenunciando que me deixa no salivar primitivo de idiotice, as curvas que se encerram em contra curvas onde minhas mão desejam fazer grandes maratonas, suaves marchas, ou corridas de velocidade…tudo de todas as formas…

È tão difícil o mais fácil dos caminhos….

Deixar-te assim, sem nunca te ter tido…

Xy

Rodopio na rotina interminável e caminho para o encerrar, para castração total daquele que mais gosto em mim…e num ultimo grito suplico uma mão, o resgate, um auxilio um exógeno que me permita fugir da razão obvia, sou culpado, indecente, cobarde indecoroso e irresponsável…Nunca será outro motivo se não o meu, não posso fugir ao que sou, não posso atropelar o meu x…para ser o meu y, sou um xy e assim devo continuar a ser…. Inversão de marcha em caminha sem retrocesso, serei livre para te deixar livre….