Entro aqui, neste espaço a que chamo abrigo, meu abrigo. Está vestido de solidão… que importa, gosto de ser só.
Sim! Estou bem só…Sim! Passo bem sem ti…
Penduro o casaco nas costas da cadeira, e sirvo-me um moscatel, a garrafa, dois copos… um copo afinal, afinal um copo só... Estou bem assim só! Molho os lábios…num repente a minha paz é abalada por um reclamar, reclama o copo pela textura dos teus lábios, pelo gosto de tua boca. Esse gosto… algema, brinca, vicia… Ignoro-o, estou bem assim só!
Projecto-me no sofá, apoio a cabeça na obreira e logo ouço um resmungo a saudade de teus cabelos… gentis e perfumados… Ergo-me! ligo a tv, a pivô do jornal das 9 diz: “ a emissão foi interrompida por greve deste aparelho, o mesmo reivindica voltar a ter devotos sobre si: “Os Olhos”, sim, esses de nome próprio, os únicos, a fonte, o sentir, os envolver… “ Faço click no interruptor…
Sim! Estou bem só…Sim! Passo bem sem ti…
Deixo a sala ficando rasto de roupa, fito a minha planta, parece murchar, semblante triste. Com um franzir de sobrolho pergunto “porquê?” diz que sem a tua luminosidade não há fotossíntese.
Tento lavar a cara no desejo de acordar. A torneira protesta contra minhas mãos ásperas desajeitadas exigindo o macio e delicadeza das tuas, olho espelho… ele pede: ” a mais bela..”
Fujo… e refugio-me no quarto!
Sim! Estou bem só…Sim! Passo bem sem ti…
Jogo-me sobre a cama.. . os lençóis sussurram desejando os contornos do teu corpo… trazendo-me á presença o nosso entrelaçar, trazendo aos meus ouvidos o teu gemer em crescendo….
Sim! Estou bem só…Sim! Passo bem sem ti…
Mas… volta!
Incredulo, sente, simplicidade, mais uma casa com outras casa que nao reconheco como minha, fogo, mar, paixao, anarquia, alucinante, inocencia, verdade....
24 de setembro de 2009
Negação
amarrotado por errante
Eu o Errante e um tal de Garibaldo a quem já chamaram Ernesto!
em
16:30
Um comentário:
6 de janeiro de 2009
Tens medo de ti!
Enternecido por teus lábios escondidos, é para mim persuasão essa solidão imensa de busca, sofrimento que atormenta em passos suaves, um sono que se apaga por não ser real. Quero mais, por saber que tens tudo mais para dar, escondes a essência do que és com a mesma ingenuidade e temor que escondes os lábios atrás de tuas mãos, talvez seja por medo, medo por te conheceres, medo de incendiar o que te rodeia com teu fogo….
(escrito em Outubro de 2004)
amarrotado por errante
Eu o Errante e um tal de Garibaldo a quem já chamaram Ernesto!
em
19:06
2 comentários:
Por isso durmo sem dormir…
Isso do sonho que continuo a perseguir…Ainda durmo sem dormir. Quero sonhar com os sentidos vivos! cpara acordado o sonho vir…
Surge no escuro dissipando a névoa e oferecendo-se ao meu olhar…
Toco-o… aveluda-se em mim…e aquece ao atrito de minhas ávidas mãos..
Cheiro-o…e o cheiro entranha-se…confunde-se e funde-se reinventando-se, leva e eleva..
o gosto… pecado de vicio..esse gosto do sonho…numa gula insaciável de uma mais querer pelo tão bem saber…..
e as notas soltas que ouço… melodia sabia… bemois e sustenidos em compasso quaternário composto.. Por vezes interrompidos pela simplicidade de um suspiro que tudo nos diz…
Vivo pelo sonho e no sonho…
Hoje o meu sonho és tu…
Surge no escuro dissipando a névoa e oferecendo-se ao meu olhar…
Toco-o… aveluda-se em mim…e aquece ao atrito de minhas ávidas mãos..
Cheiro-o…e o cheiro entranha-se…confunde-se e funde-se reinventando-se, leva e eleva..
o gosto… pecado de vicio..esse gosto do sonho…numa gula insaciável de uma mais querer pelo tão bem saber…..
e as notas soltas que ouço… melodia sabia… bemois e sustenidos em compasso quaternário composto.. Por vezes interrompidos pela simplicidade de um suspiro que tudo nos diz…
Vivo pelo sonho e no sonho…
Hoje o meu sonho és tu…
amarrotado por errante
Eu o Errante e um tal de Garibaldo a quem já chamaram Ernesto!
em
18:33
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