26 de setembro de 2011

Não tem antes toalhetes?


Vês? Familiariza-te ao tacto. Não é mais que papel, e de má qualidade, toalhetes húmidos arranha-te muito menos... não é?

Dir-te-ão: que é lei, cura, doença, poder, fama, gloria, decadência...

Ouve-os , assimila, compreende, mas nunca esqueças que afinal não é mais que papel que arranha o cu.

Nunca o almejes no fim de comprar gente, e que jamais a carência te venda a gente.

21 de setembro de 2011

Quero o lado B do disco da minha vida

Vivi… dancei ao som do intenso e da sofreguidão, vibrei em mais corpos do que o meu corpo exigia, bebi para alem do ultimo copo, fechei portas nas hora de abrir..No caos, perdido entre o ser e parecer ser, confuso entre o verdadeiro sentir e um sentir embriagado de duvida e pincelado de um inconsciente fingir fui o exagero que tanto amei… Um tolo de horas feliz


Hoje ao divino suplico por um novo começo…
Ela finalmente chegou, com ela o encontro comigo, com um eu limpo, sem químicos ou aditivos. Em seus beijos aveludados chegou a paz, certezas, tantas as certezas como as duvidas que no passado me assolavam.
Quero o lado B do disco da minha vida.
Anseio com uma força que nunca antes conheci por um modo de vida que no ontem apelidava de vegetal… que grosseira ingenuidade.
Quero descobrir arte na rotina, sentir dependência e ser depende , quero choro de criança, quero a mesma de sempre e só a mesma de sempre, porque é ela, é a escolhida, é a ultima.
Quero fusão, criar, construindo, no material o real emotivo, real porque amanha vai lá estar..
Quero ama-la!

Tu ai! Ò Deus! Perdoa-me o pecado da duvida, deixa-me gravar este lado B… farei por não te desiludir…

18 de setembro de 2011

Jorge Palma: O ultimo dos artistas

A alma que não se amarra a existência física, foge do corpo e contagia na embriagues do sentir…é o que distingue os eleitos. Chamo-lhe: o poeta das palavras simples, o ultimo dos artistas. A alma que não se vende, que não nega busca do momento. A capacidade de registar em notas e versos um sentir que não é só seu. Chegou mais uma vez atrasado, com o passo desacertando pela conversa com a garrafa de Gin, o publico de ocasião esboça ridículas reacções de desagrado, junto as grades...aqueles, aqueles para quem ele subiu ao palco, aqueles que sabem que o concerto já não seria o mesmo sem aquela hora e meia de espera, já não seria o mesmo se ele viesse estupidamente sóbrio...O piano liberta-se, as palavras confundem-se com as notas, confundem-se com o artista, confundem-se com aqueles que esperaram...porque vale sempre a pena esperar. Acaba a primeira música, muito falta ainda, ma há já quem grite: ÈS O MAIOR! (Jorge Palma)

16 de setembro de 2011

E no turbilhão do momento, em um incerto tudo, no poço do medo, agarro-me a única certeza do futuro… prendo-me a ti