30 de setembro de 2003

No meu quarto....

No meu quarto....
Para lá evado-me correndo desenfreadamente..
Fecho a porta com estrondo, meu corpo treme e o respirar não serena, ainda os sinto a arranhar do outro lado, os rugidos ferozes, ávidos, salivando no desejo de devorar as minhas vontades, no objectivo da exterminação apenas porque não são iguais.
Escondo-me dos focos quentes, que diariamente nos tentam queimar e reprimir, Durante alguns segundos temo por mim, temo por o que sou... mas é segura a porta do meu quarto, os animais esgotam-se ...e cedem, por hoje,,amanha voltaram, e mais perigosos.
Abrigo-me no meu quarto, alimentado o meu ser numa tristeza melancólica quem me enche de felicidade. No meu quarto não existem axiomas, leis de gravidade, ou os mandamentos de Deus....não tenho cama ou sequer mesa de cabeceira...apenas um lençol branco para me limpar das mascaras que trago do exterior, poder analisar o quanto estava imundo e corrompido..
Depois exército as minhas defesas e lubrifico as minhas armas.. de forma a que minha alienação á engrenagem seja sempre uma mentira que concito

Nenhum comentário: