18 de setembro de 2011

Jorge Palma: O ultimo dos artistas

A alma que não se amarra a existência física, foge do corpo e contagia na embriagues do sentir…é o que distingue os eleitos. Chamo-lhe: o poeta das palavras simples, o ultimo dos artistas. A alma que não se vende, que não nega busca do momento. A capacidade de registar em notas e versos um sentir que não é só seu. Chegou mais uma vez atrasado, com o passo desacertando pela conversa com a garrafa de Gin, o publico de ocasião esboça ridículas reacções de desagrado, junto as grades...aqueles, aqueles para quem ele subiu ao palco, aqueles que sabem que o concerto já não seria o mesmo sem aquela hora e meia de espera, já não seria o mesmo se ele viesse estupidamente sóbrio...O piano liberta-se, as palavras confundem-se com as notas, confundem-se com o artista, confundem-se com aqueles que esperaram...porque vale sempre a pena esperar. Acaba a primeira música, muito falta ainda, ma há já quem grite: ÈS O MAIOR! (Jorge Palma)

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